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As tendências de gelados para o verão de 2026 em Portugal

As tendências de gelados para o verão de 2026 em Portugal estão fortemente marcadas pela fusão de texturas, ingredientes funcionais e uma forte componente visual para as redes sociais.
O mercado divide-se em três grandes eixos de inovação:
1. Texturas Crocantes e “Ingredientes Supresa”
  • Recheios Fluidos e Coberturas Rígidas: Inspirados na pastelaria moderna, os gelados deste ano apostam no contraste extremo de texturas. É a tendência do crack: uma camada exterior muito crocante que esconde um recheio de creme quase líquido.
  • Inclusões de Bolachas e Doces: Há uma forte aposta na mistura de pedaços generosos de bolachas artesanais, pedaços de massa de cookie crua (cookie dough) e fios de caramelo salgado no meio da massa do gelado.
2. Sabores Botânicos e “Premium”
  • Ervas Aromáticas e Especiarias: Os sabores frutados tradicionais ganham complexidade com o toque de botânicos. Combinações como morango com manjericão, limão com alecrim, ou manga com um toque de malagueta estão a surgir nas vitrines artesanais.
  • Frutos Secos Tostados: Além do pistácio, que continua a ser o ingrediente rei do ano, há um crescimento notável de sabores baseados em avelã tostada, amêndoa algarvia e noz pecan com notas tostadas e salgadas.
3. Saúde, Bem-Estar e Alergias
  • Opções Baseadas em Plantas (Vegan): Os gelados sem ingredientes de origem animal deixaram de ser de nicho. A tendência atual foca-se em cremes feitos à base de leite de aveia ou de amêndoa, que conseguem uma textura tão cremosa como a do leite de vaca.
  • Fórmulas com Menos Açúcar: Cresce a procura por gelados adoçados de forma natural (usando agave, tâmara ou stevia), focados em consumidores que procuram uma alternativa fresca mas com menos calorias.
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Tendências de Produção e Sabores

  • Combate à sazonalidade: Pequenos produtores artesanais em Portugal estão a mudar a sua estratégia de negócio para tentar vender fora do verão. Empresas focadas em picolés de fruta estão agora a apostar em formatos de gelado de bola — considerados “menos frios” na boca — para estimular o consumo nos meses mais cinzentos. [1]
  • A febre do pistácio: O sabor inspirado no fruto seco continua a dominar a grande maioria das novidades introduzidas nos cartazes de rua e nas arcas congeladoras do país, impulsionado pela tendência viral de doces do Médio Oriente. [1, 2]
  • Inovações em fruta natural: Ganham força no mercado os gelados de base frutada servidos diretamente no interior da casca da própria fruta (como laranjas ou limões recheados), uma tendência focada em estética e ingredientes mais naturais.
Gostaria de saber mais detalhes sobre os dados económicos do setor ou prefere informações sobre os alertas de segurança alimentar em vigor?
 
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Aumento de preços nos supermercados

  • O custo dos gelados familiares sofreu uma subida abrupta de quase 18% nas grandes superfícies com a chegada do verão. Esta inflação recente afeta sobretudo os formatos multipack e de marca própria. [1, 2]
  • Poder de compra europeu: Um indicador europeu recente sobre a “economia do gelado” revelou que Portugal registou uma das descidas mais acentuadas no índice harmonizado de preços de gelados e sorvetes (-8,3%), refletindo as fortes dinâmicas de promoções para escoar stock face à contenção dos consumidores. [1]